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Estado publica mapa de áreas do complexo

viário Oeste, que inclui a ponte entre a ilha de Itaparica e Salvador. Os decretos 13.387, 13.388 e 13.389, publicados no Diário Oficial do Estado do dia 28 de outubro, declaram de utilidade pública, para fins de desapropriação, áreas dos municípios de Vera Cruz e Itaparica.
Elas serão usadas na implantação do projeto Sistema Viário Oeste (SVO). Mas a medida não implica que obrigatoriamente haverá desapropriação. A Secretaria do Planejamento (Seplan) disponibilizou em seu site as plantas com as delimitações das áreas indicadas.
A decretação de utilidade pública tem quatro objetivos: garantir expansão urbana regulada / planejada na Ilha de Itaparica, incrementar a preservação ambiental, barrar a especulação imobiliária sobre áreas ainda não ocupadas e preservar as faixas ao longo da BA-001, visando futura ampliação.
As poligonais foram traçadas de modo a delimitar áreas que, em maior parte, são rurais, de baixa densidade populacional. Apenas uma parte é passível de utilização para projetos de urbanização. O restante será reservado para preservação de áreas verdes.
As intervenções do Estado serão feitas sempre em consonância com as prefeituras dos municípios envolvidos, nos termos da legislação em vigor – Constituição Federal, Constituição Estadual e Estatuto das Cidades (lei nº 10.257/001).
Sistema Oeste
A ponte Salvador-Itaparica integra um projeto mais amplo, o Sistema Viário Oeste, que tem como objetivo abrir uma conexão rápida e alternativa de Salvador com o recôncavo, baixo sul, sul e oeste da Bahia, utilizando como vias as BRs 101, 242 e 116 e a BA-001.
Do ponto de vista viário, o projeto compreende a articulação com a Via Expressa e a BR-324, a duplicação de trecho da BA-001 e da Ponte do Funil, além da duplicação ou construção do eixo Nazaré/Santo Antônio de Jesus/Castro Alves/BR-242.
O projeto aprovado é compatível com a expansão do Porto de Salvador e com a viabilidade das operações portuárias no interior da Baía de Todos-os-Santos, garantindo ainda a implantação de estaleiros e grandes unidades industriais nos municípios do entorno da baía.
As intervenções têm investimentos estimados em até R$ 7 bilhões. O valor engloba a construção da ponte, duplicação das rodovias, desapropriações e investimentos em infraestrutura.
A ponte
A ponte terá 11,7 quilômetros de extensão, com seis faixas de trânsito (três em cada pista), mais os acostamentos, a um custo projetado de R$ 7 bilhões. O projeto foi desenvolvido em consórcio pelas construtoras OAS, Odebrecht e Camargo Correa.
Ele prevê entre 200 e 250 metros de distância entre os pilares de sustentação da ponte, um vão central de 700 metros de largura e 70 de altura para a passagem de navios, ainda um trecho de pista móvel, com pilares girando sobre o próprio eixo, para possibilitar a passagem de estruturas maiores.
De acordo com o governador Jaques Wagner, a obra tem previsão de início para 2014 e deve estar concluída em 2018. “O financiamento será feito por três fontes: o governo federal, o governo estadual e a iniciativa privada”.

Matriz: http://www2.uol.com.br/aregiao/bahia.htm

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